A capacidade que as pessoas tem de amar, motivadas apenas pelo dinheiro, me impressiona. O dinheiro pode questionar qualquer sentimento, qualquer gesto. Até que ponto é sincero?
A perda do Carlos foi difícil, principalmente a minha filha. Quando lembro de tudo, da notícia até o enterro, fiz um juramento em silêncio. A partir daquele instante, ñ falaria nem destruiria a imagem do Carlos pros meus filhos. Ñ foi um bom marido, concordo. Aliás, que grande cobrança eu podia fazer se quando me casei, sabia o quanto ele era galinha e que havia uma possibilidade de que ele nunca mudasse? Isso sempre foi muito claro pra mim. Mas quando se está apaixonada, vc tem esperanças que as pessoas mudem e que tudo é para sempre. Ele ñ mudou, me machucou, mas existia uma única coisa inquestionável no caráter dele: Ele amava as crianças! Às vezes de uma maneira meio torta, mas no fundo sempre soube que a única coisa a que ele era fiel era aos filhos. E eu admiro isso. Também nunca fui santa, mas durante meu casamento nunca fui infiel. Mas antes dele sim, fui. Então, no fim dele, ñ havia muito a se falar nem a se cobrar.
Mas o que me agrada em lembrar dele era a sua simplicidade. Vindo de quem vem, poderia ser um homem preconceituoso e arrogante. E é isso que me revolta. Jamais ligou pra dinheiro, classe social, raças ou religiões. Me deixa angustiada ao saber que depois de sua morte, a única coisa que se fala no Brasil é sobre seu dinheiro. Contas, carro, casa, aplicação. Meu Deus, será que quando morremos, a única coisa que se pode deixar é isso? Eu sempre acreditei o contrário. Mas me vejo como a única a pensar diferente.
Ñ tenho pressa em resolver essas questões. Até porque isso ñ se refere a mim. Dinheiro, os bens no nome dele, isso pra mim ñ é importante. Ñ vai trazê-lo p/ que ele possa me ajudar a criar os meninos, nem que seja de longe, nem que seja por telefone. A conta, a aplicação, o carro, nada disso vai diminuir a dor da minha filha. Mas me cahteia ouvir esse tipo de cobrança de pessoas que nunca ligaram pra perguntar: "Como estão os garotos? Estão precisando de alguma coisa? Está tudo bem com eles?". Perguntas básicas, que até os ñ íntimos fazem, mas quem é de sangue, ñ faz. Infelizmente, isso existe, isso é fato.
Tenho feito o possível e o impossível pra driblar o estresse, para afastar o mal-humor e fingir que está tudo bem na frente dos meus filhos. Mas ñ está. Ñ quero que cresçam revoltados com a família paterna (que ñ são todos. há boas pessoas tb e a essas eu agradeço o carinho e o repeito!) ou que eu seja acusada de difamar a imagem de ninguém. Mas o tempo mostra a razão, mostra a verdade. Deixo claro que ñ vou brigar por dinheiro nenhum, nem iniciar qualquer processo em relação a isso. Mas também ñ tenho medo de enfrentar nenhum.
O quer que seja do Carlos, será dos meus filhos. Somente eles poderão decidir o que fazer. E como fazer. Mas quero que eles tenham outras lembranças do pai. Somente as boas lembranças. E lembranças fraternas, carinhosas, ñ materiais. O que eles precisam ñ é do dinheiro, é do carinho, é de amor! Isso eles têm de sobra de mim, dos avós maternos, da tia, dos primos, mas nunca é demais. E acredito que questinando bens materiais ñ é a melhor forma de fazer parte da vida deles.
A perda do Carlos foi difícil, principalmente a minha filha. Quando lembro de tudo, da notícia até o enterro, fiz um juramento em silêncio. A partir daquele instante, ñ falaria nem destruiria a imagem do Carlos pros meus filhos. Ñ foi um bom marido, concordo. Aliás, que grande cobrança eu podia fazer se quando me casei, sabia o quanto ele era galinha e que havia uma possibilidade de que ele nunca mudasse? Isso sempre foi muito claro pra mim. Mas quando se está apaixonada, vc tem esperanças que as pessoas mudem e que tudo é para sempre. Ele ñ mudou, me machucou, mas existia uma única coisa inquestionável no caráter dele: Ele amava as crianças! Às vezes de uma maneira meio torta, mas no fundo sempre soube que a única coisa a que ele era fiel era aos filhos. E eu admiro isso. Também nunca fui santa, mas durante meu casamento nunca fui infiel. Mas antes dele sim, fui. Então, no fim dele, ñ havia muito a se falar nem a se cobrar.
Mas o que me agrada em lembrar dele era a sua simplicidade. Vindo de quem vem, poderia ser um homem preconceituoso e arrogante. E é isso que me revolta. Jamais ligou pra dinheiro, classe social, raças ou religiões. Me deixa angustiada ao saber que depois de sua morte, a única coisa que se fala no Brasil é sobre seu dinheiro. Contas, carro, casa, aplicação. Meu Deus, será que quando morremos, a única coisa que se pode deixar é isso? Eu sempre acreditei o contrário. Mas me vejo como a única a pensar diferente.
Ñ tenho pressa em resolver essas questões. Até porque isso ñ se refere a mim. Dinheiro, os bens no nome dele, isso pra mim ñ é importante. Ñ vai trazê-lo p/ que ele possa me ajudar a criar os meninos, nem que seja de longe, nem que seja por telefone. A conta, a aplicação, o carro, nada disso vai diminuir a dor da minha filha. Mas me cahteia ouvir esse tipo de cobrança de pessoas que nunca ligaram pra perguntar: "Como estão os garotos? Estão precisando de alguma coisa? Está tudo bem com eles?". Perguntas básicas, que até os ñ íntimos fazem, mas quem é de sangue, ñ faz. Infelizmente, isso existe, isso é fato.
Tenho feito o possível e o impossível pra driblar o estresse, para afastar o mal-humor e fingir que está tudo bem na frente dos meus filhos. Mas ñ está. Ñ quero que cresçam revoltados com a família paterna (que ñ são todos. há boas pessoas tb e a essas eu agradeço o carinho e o repeito!) ou que eu seja acusada de difamar a imagem de ninguém. Mas o tempo mostra a razão, mostra a verdade. Deixo claro que ñ vou brigar por dinheiro nenhum, nem iniciar qualquer processo em relação a isso. Mas também ñ tenho medo de enfrentar nenhum.
O quer que seja do Carlos, será dos meus filhos. Somente eles poderão decidir o que fazer. E como fazer. Mas quero que eles tenham outras lembranças do pai. Somente as boas lembranças. E lembranças fraternas, carinhosas, ñ materiais. O que eles precisam ñ é do dinheiro, é do carinho, é de amor! Isso eles têm de sobra de mim, dos avós maternos, da tia, dos primos, mas nunca é demais. E acredito que questinando bens materiais ñ é a melhor forma de fazer parte da vida deles.

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