Passei alguns dias fora. Mas ao contrário do que possam dizer, eu ñ sumi por conta do carnaval. Infelizmente, onde estou ñ existe carnaval. Ou pelo menos ñ a la Brasil. Além das minhas obrigações diárias, um novo alguém preencheu minha agenda. Um novo alguém entra em minha vida.
Atendendo pelo nome de Dylan Johnson, eis que esse alguém torna-se meu namorado. É, depois de alguns meses curtindo, só quando possível, minha solteirice, tive que mudar meus status de solteira p/ compromissada. Ainda ñ posso dizer que estou com um novo amor. Mas uma nova paixão, com certeza.
E tudo começou desde o meu primeiro dia de aula na Universidade. Após uma reunião entre de boas-vindas com toda a equipe de professores, nos últimos 15 minutos de reunião, Dylan entra de maneira boçal na sala. Apenas um frio "Boa Tarde". Senta-se na cadeira e ouve atentamente o final da reunião. A partir daquele momento estava oficialmente integrada ao quadro de professores. E ele oficialmente apresentado a mim. Ñ de uma maneira agradável, ou mesmo educada, mas decidi relevar aquele dia. Todos os professores me receberam muito bem. Menos ele. Na verdade, ele nem me notou. Então, saí da sala de reunião e fui dar minha primeira aula, ter o meu primeiro contato com a minha turma. Porém, ao sair vi um pequeno fã-clube do Dylan. 4 alunas aguardavam ansiosamente o Dylan. Mas ñ liguei e segui p/ minha classe. Passaram-se três semanas até que ele viesse me cumprimentar pela minha admissão. E tudo o que ele disse foi: "Bem-Vinda a Universidade". Então agradeci.
Em outubro, me deparei com uma situação incomum. Elaborei meu primeiro teste com os alunos. Duas alunas foram as últimas a entregarem as provas. Elas queriam propositalmente ficar a sós comigo. Terminado o tempo do exame, elas me entregaram os testes e me fizeram inúmeras perguntas sobre o professor Dylan. "Ele tem namorada? Qual o email dele? Vc tem o número dele? Onde ele mora?". Ri de tudo aquilo. Mas me bateu a curiosidade. Sim, ele é bonito, ñ pude negar isso, mas a forma fria com que ele me tratava e uma certa arrogância na sua postura faziam com que eu apenas me afastasse ainda mais dele. Nunca conseguia ter mais que um "Bom Dia, Boa tarde ou boa noite". Mas deixei pra lá. Pensei: "Paixões entre professores e alunos. É tão comum".
Até que em novembro, nós, professores, nos organizamos e saímos para jantar. Um grupo de 9 pessoas. Mas antes disso, ele me perguntou: "Vc vai?". Respondi: "É claro. Vc vai?". Ele me disse: "É...Se ñ tiver nada melhor, vou aparecer!". Detestei-o ainda mais! Mais tarde descobri que ele tinha ido se encontrar com uma ex-aluna!
Dia 5 de janeiro retomamos às aulas. Mais uma daquelas reuniões de semestre. Mas dessa vez eu ñ era uma estranha no ninho. Estava mais enturmada e era praticamente da casa. Ele apareceu normalmente, porém dessa vez no horário. Terminada a reunião, fui pra minha turma. Assim que entrei, percebi um clima estranho. Como tenho uma postura diferente com meus alunos, antes de iniciar a aula, tivemos um bate-papo. Conversei sobre a matéria do semestre, sobre as expectativas deles e de como seria meu plano de avaliação. Mas vi que a maioria nem prestava atenção no que eu falava. Então, como sempre faço abri o espaço. Perguntei o que estava acontecendo. Eles riram. Passado a risada, eles me disseram que o Prof. Dylan desenvolveria um seminário nesse semetre. E que, por deicsão do Prof., a professora que ele tinha escolhido pra trabalhar junto seria eu. Estranhei. Tínhamos acabado de sair da reunião e ele ñ mencionou nada.
Naquela mesma semana os alunos, que já estão no terceiro ano, organizaram uma festa p/ arrecadar fundos p/ formatura. Me convidaram. Melhor, insistiram. E fui. E ñ me arrependi. Lá pude, finalmente, conversar com Dylan e nos conhecemos de fato. Nos beijamos e desde então tudo tem valido a pena. Apesar da fama meio galinha (eu tenho um certo ímã pra esse tipode homem!), resolvi aproveitar o que vida me trouxe.
Ele é do Canadá, eu do Brasil. Ele é sério, eu sou brincalhona. Ele é meio boçal (mesmo que nunca admita!), e eu sou mais simples. Decidi apostar no resultado de tanta diferença, mas de muita atração.
Nesse pouco tempo de relação, tenho me sentido feliz, tem me feito muito bem. As alunas estão odiando. Os alunos estão dando a maior força. E com a ajuda desses nossos cupidos, vamos curtindo esse tempo juntos.
E é por isso que fiquei fora por algum tempo, sem poder escrever tanto. A razão tem nome e sobrenome. E pra melhorar, ele tem aprendido algumas palavras em português e já está empolgado p/ conhecer o Brasil. Mas vamos com calma, pra que pressa?!
Bom amigos, é isso. Estou de paixão nova. Agora meu compromisso maior é ser feliz, me fazer feliz. E como diz meu pai: "E que os anjos digam Amém!"
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