Alguns alunos me mandaram emails perguntando qual era a minha opinião sobre o caso Sean Goldman. Eles fizeram isso porque sabem que normalmente eu exponho minhas opiniões sobre certos casos. Mas, neste caso, ñ tenho que falar.
O que eu direi a respeito é o que digo nas aulas: "Cada caso é um caso". Eu realmente ñ acompanhei o caso, ñ conheço detalhes nem tive a oportunidade de ler o processo. Sei que ele vem se arrastando por 5 anos (isso é uma prova de como a nossa Justiça enfrenta alguns problemas), porém eu ñ tenho informações suficientes para expor minha opinião. Melhor, eu nem tenho opinião formada a respeito.
O curioso é que saiu naquele programa da Record (uma espécie de Fantástico, eu ñ recordo o nome) que a família materna ñ pretende recorrer a decisão do ministro Gilmar Mendes. Gente, nem pode! O processo chegou na última instância, chegou no órgão Supremo e se o Supremo decidiu, a ordem tem que ser cumprida. O que pode ser feito é: abrir um novo processo para garantir o direito de visita ao menino.
Se o STF assim quis, que assim seja feito. E que Deus abençoe o garoto e conforte a família. Mas eu gostaria de ter acesso ou estudar realmente porque costumo levar os casos famosos, casos que mexeram com a sociedade brasileira para as minhas aulas, para estudarmos e analisarmos as situações. No fim desse semestre fizemos um seminário sobre o caso Suzanne von Richthofen. Foi muito interessante e valeu a pena.
No mais, fica a lição para a Justiça Brasileira em acelerar um pouco mais os processos. Um caso desses, que já vinha durando 5 anos e só fez aumentar o sofrimento para ambos os lados, poderia ter sido resolvido antes. Que o MJ faça mais concursos para as defensorias públicas (e aproveite para regularizar o piso salarial. É um absurdo a diferença de salários entre as regiões!) e faça uso do quinto constitucional, aumentando o número de juízes.
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