sexta-feira, 25 de dezembro de 2009

Então foi Natal.

Passamos por mais um Natal. Cheguei aqui pelo Brasil dia 22 depois de algumas horas de atraso do vôo. E mais uma ponte aérea nos aguardava. Para fugir um pouco de casa (no meu caso ainda mais, depois de um tanto tempo longe desse país maravilhoso), minha mãe teve a ideia de irmos conhecer Natal, RN. O lugar é encantador, praias maravilhosas, uma culinária atraente e acessível, um paraíso no cantinho superior do Brasil!

Assim que chegamos no hotel, eu e meus pimpolhinhos desmaiamos na cama! Estávamos tão cansados que dormimos mais de 9 hrs! No dia seguinte nos juntamos a família e curtimos cada minuto desse lugar. A ceia foi um tanto diferente. Fomos ao supermercado e pedimos para usar a cozinha do hotel. Melhor, pedimos ñ. Paula e cozinha nunca é uma boa combinação. Minha mãe, D. Marta (sogra da minha irmã) e Edu (meu cunhadinho) assumiram a parte culinária. Eu, Dani e as crianças fomos cuidar dos presentes e do resto.

Sentimos falta do papai, claro. Essas datas ainda tem muito a cara dele. Por termos passado longe de casa, longe de SP ñ sentimos tanto (ou soubemos disfarçar melhor). Provavelmente nos próximos anos a ficha cairá. A árvore montada, os enfeites que mamãe espalhava pela casa, papai fazia um peru que só ele sabia fazer. As músicas, a animação, casa cheia, a agitação, tudo aquilo tão comum para nós parece que perdeu seu gosto, perdeu a graça, como dizem. Optamos por algo mais tranquilo. Engraçado que meu pai, nos últimos anos, dizia: "No próximo ano, iremos viajar. Nada de festa". Mas ele nunca cumpria porque os amigos, vizinhos e a família começava a se organizar desde novembro e ele nunca tinha coragem de negar...

A nossa casa ficou fechada, sem enfeites, sem música, sem resquícios natalinos. Nem mesmo a guirlanda da porta foi colocada. Ficou escura e vazia.

Antes da meia-noite começamos a trocar presentes. E antes que me perguntem pela tal historinha do papai noel eu respondo: preferimos acabar com isso. Gabi, João e Maria foram os únicos que, por um tempinho, acreditaram no papai noel. Isso porque viam nas lojas e shoppings os bons velhinhos desfilando. Mas em casa isso ñ era cultivado Minha mãe dizia que ñ era saudável e papai dizia que "isso era criação do capitalismo para que o verdadeiro espíriro natalino fosse desvirtuado". Vittorio e Vito já estão sendo criados assim. Eu adorei estar com a família, adorei os presentinhos que ganhei e apesar da saudade, eu me senti muito bem. Melhor que no ano passado.

Depois descemos para caminhar um pouquinho na praia. Ñ podíamos demorar porque os menores já estavam morrendo de sono, mas a tranquilidade da praia, o barulho das ondas parece que lavaram nossas almas. Acordamos hoje felizes, embora aquele sentimento de vazio estivesse presente. João ñ sabia pelo que começar a brincar. Maria então estava perdida no meio das opções. João ganhou um avião lindo todo de ferro da vovó; duas blusas lindas da minha irmã e do meu cunhado; um autorama tb lindíssimo da D. Marta e do Seu Alberto, de mim ele ganhou um tênis que ele já vinha há muito tempo namorando. Maria ganhou um vestido lindo e fofo da vovó; dos tios a coleção, incluindo caneta mágica, de livros do Harry Potter (já ñ sei o que fazer com tanta coisa de Harry Potter!); da D. Marta e Alberto dois conjuntos de roupas lindos e de mim a camera digital da Barbie. Provavelmente alguns outros presentes os aguardam em SP da família paterna, mas independente do que seja, ganharão aos poucos.

Falando em lado paterno, peguei uma conversa dos três, João, Maria e Gabi que mexeu comigo. A Gabi estava dizendo "Poxa, pena o vovô ñ tá aqui com a gente né! Sinto saudade do vovô". João e Maria concordando. Até que a Maria falou: "É prima, eu tb queria muito o vovozinho aqui com a gente...Pelo menos vc tem o seu pai por perto". Aquilo me balançou. Quando nós pensamos que está cicatrizado, eis que a ferida se abre de novo.

Mas no geral, faço um balanço muito positivo do meu natal. Ao contrário do ano passado, em que fiquei nos EUA com meus filhos, este ano eu consegui vir pro Brasil, estar com minha mãe, minha irmã, meus sobrinhos, enfim, estar realmente em família. A saudade fica cada vez mais apertada e a emoção é quase impossível de ser controlada nessas datas, mas, por outro lado, aprendemos a valorizar ainda mais esses momentos.

Devemos ficar por aqui até terça, quando devemos ir pro Rio passar o Réveillon. E aí, mais emoção nos aguarda...

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