Talvez hoje seja o dia mais difícil de toda minha vida. Nunca pensei em passar por isso...
O dia parecia ter começado bem, parecia ser normal. Acordei cedo, preparei o café das crianças, separei uma roupa mais fria, porque apesar do céu bonito, podia piorar. Acordei meus pequenos, meus amados pequenos...acordaram tão alegres, tão dispostos, falantes como sempre...Tomamos café juntos e saímos pra correria de todo dia. Quando retornei em casa, rápido, para pegar uma pasta, o telefone toca....Talvez fosse melhor ñ ter atendido...Mas ñ mudaria a realidade...
Como contar aos seus filhos que o pai morreu? Ñ existe livro pra isso. Ñ se espera isso. Meus filhos...tão pequenos, mas com tanta experiência...
Com a notícia, um filme passa pela cabeça. A lembrança mais bonita que guardarei é dos momentos em que estávamos casados e, por algum motivo ou mesmo força do hábito, eu dizia "meus filhos...". E o Carlos sempre retrucava: "São nossos filhos....Vc ñ fez sozinha!". E era verdade...Mas agora, são tão meus....Estamos só aqui nos EUA, mas de alguma forma, o pai era presente, sabia que poderia contar com ele, em algum momento, mas agora onde ele está? Como saberei se estou indo pelo caminho certo, como saberei o que ele tb pensa, as opiniões, os pensamentos dele?
Por enquanto, junto minhas forças pelos meus filhos. Ainda ñ desabei. Como diz no Brasil parece que a ficha ñ caiu, mas sei que isso ñ durará muito, sei que quando meus filhos chegarem, a realidade me toque, me acorde....
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