quarta-feira, 17 de setembro de 2008

Primeira noitada!

No domingo que passou agora, dia 14, pude aproveitar a primeira noitada por aqui. Reencontrei um grande e queridíssimo amigo Kevin Adams. Que saudades eu senti dele no Brasil. Ele me fez lembrar de tanta coisa....
Eu estava feliz com o meu primeiro dia em Berkeley. Fui super entusiasmada na secretaria confirmar minha matricula e saber em qual dormitório do campus ficaria. Eu estava mais perdida do que todo mundo ali, apesar da excitação tomar conta de mim. Enquanto folheava panfletos de Berkeley naquela fila enorme, finalmnte alguém veio falar comigo. Ainda lembro dauqela voz me dizendo: "Oi, tudo bem? É novata em Berkeley certo?". Eu me senti a tal. Tava na cara que aquele gato ñ era calouro. Me empolguei. Enquanto conversávamos, eu pensava: "Nossa, nenhuma das minhas amigas no Brasil vai acreditar que um homem lindo desses puxou papo comigo, uma estrangira e ainda por cima, caloura!". Feito todos os tramites isntitucionais, encerramos o papo e eu fui procurar meu dormitório. O destino foi tão bom comigo. Depois de 40 minutos entranto em prédios errados, eu finalmente encontrei meu aposento. No caminho, ficava rezando: "que meu companheiro de quarto seja homem!". Quando abria porta, agradeci muito à Deus. Kevin estava deitado, dormindo com um livro sobre o peito. Ñ quis acordá-lo, mas o barulho da mala era inevitável. Ele se assustou, mas logo depois apertaos as mãos e nos apresentamos. Dali, começou uma amizade que faço questão de preservar. Ele foi um irmão mais velho durante os 3 anos e meio em Berkeley. Sempre atencioso, protetor e carinhoso comigo. Ah, o gato que falou comigo na fila chegou a ser meu namorado, mas depois de 4 meses, terminamos. Descobri que paralelamente ele namorava uma cheerleader da universidade. Eu era a outra. Foi péssimo, mas o Kevin sempre me dizia: "Cuidado com os caras do terceiro ano. Eles sempre querem brincar com as calouras".
No sábado, andando pela cidade com as crianças ouvi gritos: "Paula, Paula!". E meu fiho olhou p/ trás e me disse: "Mãe, aquele cara te conhece!". É claro que Kevin me conhecia! Estava como eu sempre imaginei: adepto da filosofia "solteirão convicto!", livre de compromissos sérios. Almoçamos juntos, nós quatro, conversamos sobre as voltas que nossas vidas deram e trocamos telefone. Primeira pergunta de Kevin: "Ainda aguenta uma balada como antes ou a maternidade te fez esquecer as noites?" Ñ soube o que responder. Ñ encarava uma boa noite de festa já fazia muito tempo. Feito o convite, resolvi encarar.
Deixei as crianças com a filha de uma vizinha e fui relembrar os velhos tempos. Fomos a um clube muito charmoso, tudo estava fervilhando ali! E por incrível que pareça, eu estava tímida para ir dançar! Logo eu! Mas isso durou 15 minutos! Kevin me deixou com uma amiga nossa, Julie, no bar e sumiu. Enquanto botávamos o papo em dia, eu olhava pro lado e me perguntava: "Por onde ele anda? O que está tentando aprontar?". De repente, o DJ pede p/ que eu compareça a pista. Fiquei vermelha. E depois, começa a tocar Thriller, do rei Michael Jackson! Pirei! Eu e quase toda a casa de dança fazíamos a memorável coreografia do MJ. Ñ parei mais! Ñ bebi exageradamente, tomei apenas dois drinques e me esbaldei como nunca naquela pista.
Ah, aquela noite foi maravilhosa! Por um momento, me senti em casa mesmo. Conversando com pessoas que me conheciam, que fizeram parte da mina vida, enfim, em casa. Ñ estava com estranhos, estava com pessoas que me ajudaram a superar a saudade de casa, me deram forçar para eu concluir meu curso. Agora, a história se repete. Mas ñ estou só. Estou de volta à California, com duas crianças, mas ñ sou mais uma adolescente aspirando um diploma. Sou uma outra Paula.

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