Achei que ñ havia mais pensamentos tão ultrapassados, uma concepção tão antiga...Quem poderia acreditar que eu, Paula, estaria sofrendo preconceito nos EUA, país teoricamente de primeiro mundo? Ñ, muitos devem estar pensando: mas é claro que eu sofreria perconceito, sou latina. Quem dera a razão fosse essa.
Devido a muitos seriados, ou mesmo os comerciais mundiais de coca-cola e afins, quando se fala em subúrbio americano muitos imaginam um estilo de vida lindo, perfeito, uma linda vizinhança, com belas casas, crianças andando de bicicleta, marido saindo p/ trabalhar, se despendindo da linda esposa com um avental na barriga. O velho e bom comercial de margarina de sempre. Uma vidinha perfeita, com um molde de família: Papai, mamãe e os filhos. Mas quando vc ñ faz parte deste modelo, mas mora num lugar que representa tudo isso, o preconceito é quase inevitável. Isso até parece aceitável na década de 70, 80. Mas nos anos 2000 sofrer preconceito porque sou separada?! Seria cômico se ñ fosse trágico...
Todo dia, lá pelas 17:30, 18:00, antes do jantar, as crianças saem p/ brincar. Criança é criança, ñ tem preconceito, ñ vê diferença, quer apenas fazer bagunça. Mas observei que poucas mães falavam comigo. Aliás, quando estou na varanda de casa olhando meus pequenos, apenas a Marie, minnha vizinha francesa. Ela é um doce, muito amável, educada e estamos sempre nos ajudando. Estranhei porque no início todos foram muito receptivos. Percebi que nenhuma mãe se aproximava quando estou conversando com Marie. Mas outro dia, estava cuidando do jardim, aparando a grama quando a Mimi veio falar comigo. Engatamos uma conversa, fomos trocando palavras até que ela sutilmente soltou o comentário: "Admiro sua coragem para cuidar sozinha, sem marido, dos seus filhos."
Ficou mais claro essa distância das outras mulheres. Mas é tão absurdo que aida hoje possa ter mulheres com mentalidades tão atrasadas. Por uns dois dias fiquei p... da vida. Mas agora, esfriei melhor a cabeça. Vejo que o problema ñ é comigo. Trabalho, sou bem resolvida em todos os setores da minha vida, mãe, mulher, profissional. Ainda hoje tenho clientes que me ligam, meus filhos me dizem todos os dias que me amam, são felizes, bem resolvidos tb e depois de um casamento e dois filos, ainda atraio olhares na rua. Ou seja, percebi que ñ tenho que me preocupar com anda, tentar entender essa mentalidae, mas agradecer pelo que sou e tenho...
Mas que chega ser cômico esse tipo de mulher num país como esse, ah chega...

Nenhum comentário:
Postar um comentário