domingo, 16 de agosto de 2009

Alegremente Mãe.

Outro dia conversando com um amigo especial (Gil, dessa vez é vc mesmo!), botando o papo em dia, percebi e analisei as mudanças que já passei com meus filhos.

Estávamos conversando, ele muito alegremente me contou sobre essa nova fase de vida, cheia de expectativas e planos. Um deles seria encomendar o primeiro filhote para o próximo ano. Fiquei, claro, muito feliz com a notícia e falei rapidamente de alguns cuidados que ele teria, os quais tomei quando meus filhos eram pequenos.

E quando citei alguns, outros me vieram a cabeça, me fazendo perceber que hoje posso agradecer e desfrutar de algumas coisas.

Nos primeiros anos dos meus filhos, a temperatura da minha comida era quase fria. Sempre era a última a comer, em casa ou em restaurante. Quando se tem filhos bebês, a vida se resume a um relógio. Existe, claro, o prazer de ver seu filho se desenvolvendo, pronunciando as primeiras palavras ou dando os primeiros passos, entretanto, seus atos precisam estar "cronometrados". Nós passamos a ter hora para chegar em casa, para sair de casa, hora para comer, hora para dormir, hora de tomar banho, etc. Eu poderia citar inúmeras situações que, quando se é solteiro ou apenas recém-casado, parecem ser tão simples, mas quando há filhos torna-se quase um evento! rsrs

Sinto uma imensa felicidade em olhar para os meus filhos e ver os avanços que fizemos. Posso chegar num aniversário infantil e sentar, observar a decoração e a animação da festa, sem ter que ficar correndo atrás das crianças ou preocupadas com o que vão mexer (melhor ainda. Ver a Maria se divertindo com as brincadeiras do palhaço, ao invés de carregá-la e tentar calar seu choro porque ela morria de medo do palhaço); consigo andar tranquilamente num shopping sem ter que ficar com os dois braços ocupados segurando um filho em cada lado para que ñ corram para a loja de brinquedos e comecem a querer tudo que está na vitrine; posso dirigir tranquilamente com os dois no carro, sem ter que ficar olhando o tempo todo pelo retrovisor; posso até mesmo comprar um carro sem ter que adaptá-lo para crianças, criando travas nas portas traseiras; posso também levá-los no restaurante e ter momentos agradáveis porque sei que ficarão sentadinhos ou no máximo irão procurar alguns brinquedos, mas ñ sairão correndo pra cozinha ou chorarão de sono, implorando pelo gagau.

Por outro lado, ainda há muitas coisas que ñ (re)fiz depois que tive filhos e, sinceramente, ñ sei quando ou se farei de novo. Ñ consigo dormir fora de casa ou sair sem ter hora pra chegar. O máximo que consegui foi chegar às 2 da manhã de um jantar com os amigos. Sabia que estavam bem, mas quando cheguei a primeira coisa que fiz foi vê-los, fui em cada quarto ver se estavam embrulhados ou se estavam com frio. Como eles sempre dormiram cedo, sempre acordam muito cedo. Por conta disso, eu ñ passo das 8:30 da manhã. Há 7 anos! rsrs. Assim como todo mês eu sou a última na lista de orçamento!

Talvez ao ler isso, os solteiros sem filhos podem se perguntar: Vale a pena?! Embora o quão cansativo seja tudo isso, respondo com uma certeza que vem do fundo da minha alma: Vale e muito! Concordam quando algumas mães dizem que ao nascer um filho, seu coração a bater fora dele. Concordo. E ainda acrescento. Tudo nessa mulher passa a funcionar e trabalhar em razão desse filho. E digo com firmeza: Nasci para ser mãe. Porém, mãe da Maria e do João. Ñ sei se algum outro virá.

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