Ah....Os gloriosos dias de férias chegam ao fim. Não para os meus filhos, mas para mim, que tornei-me professora universitária e tenho que seguir o calendário escolar. No dia 13 de agosto tenho que me apresentar de volta ao meu trabalho, a minha casa, a minha vida.
De tudo de bom que ocorreu nessas férias, posso resumir tudo em uma palavra: família. Você pode passar 5, 7, 10 anos sem ver sua família completa, mas quando os encontra e os reuni parece que o tempo ñ passa.
Porém, eu ñ poderia deixar de escrever (muito mais agradecer!) sobre o aniversário "improvisado" dos meus filhos. Talvez se ñ estivesse aqui em Londres, se estivesse no Brasil ou nos EUA, certamente o aniversário deles ñ seriam tão bacana quanto foi aqui. Este foi o primeiro sem o pai e sem o avô. Obviamente que eles lembraram, sentiram, mas eu já estava preparada para isso. Na noite antes do dia deles, saí com meus primos para alguma loja de brinquedos interessante. Achei algumas lembrancinhas interessantes, porém ñ foram os presentes que marcaram este ano.
Dormi. Dormi sem me preocupar com horário, embora isso seja uma grande ilusão porque enquanto meus filhos forem pequenos, eu ñ passarei das 8:30! Mas voltando ao assunto, dormi tranquilamente acreditando que estava tudo organizado. Bolinho, presentes e um passeio especial. Acordei um pouco antes dos meninos ( e aqui tem que haver um parêntese especial. Dia dos Pais, Dia das Mães, Natal, Ano-Novo, qualquer data especial nós nos acordamos e ficamos um tempinho agarrados na cama. Como o dia seria deles, acordei alguns minutos antes para dar o primeiro abraço!), tomei um banho, preparei um café especial pra eles e peguei os presentes. Estavam lindamente abraçados dormindo, por um instante tive pena de acordá-los, mas mantive a nossa tradição e acordei-os. Inicialmente ficaram felizes. Nos abraçamos, trocamos beijos, todo aquele ritual e entreguei o presentes. O João ganhou um mp4 do Ben10 - exatamente o que já vinha pedindo há uns 3 meses - e a Maria ganhou uma sandália lilás linda. Ainda estavam meio sonolentos e continuaram por uns minutinhos na cama. Nesses meio tempo, fiquei admirando-os, como toda boba mãe e um pequeno filme passou na minha cabeça. Meu Deus! O tempo passa tão rápido! Ainda me lembro preparando a festinha do primeiro aniversário, as roupas e decoração...E agora estão assim, enormes, completaram 7 anos!
Ñ gostaria que o tempo voltasse, mas gostaria que ñ passasse tão rápido. Minhas pequenas crianças, que até pouco tempo atrás precisavam segurar meu dedo para andarem já estão correndo, indo sozinhos para escola, escolhendo suas roupas e tudo! O João, meu menino tão calado, doce, observador está se tornando um homenzinho, com seu jeito todo protetor, que em alguns momentos se parece com meu pai e em outros se parece com seu pai, tão acolhedor, algumas vezes querendo se comportar como o homem da casa. E a Maria! Minha menininha que corria pela casa com seu "bibi" rosa, com os vestidos amarelos e broches verdes agora está tão crescida, continua adorando vestidos amarelos, mas está tão madura...Meu Deus! Filhos, filhos...
Bom, mas depois de admirá-los feio uma leoa, mandei tomarem banho e descer. Depois de prontos, quando pisamos fora do quarto, SURPRESA! Minha mãe, minha irmã, meus sobrinos, meu tio, quase toda família na porta do quarto esperando por eles! Uma coisa linda! Um bolo lindo, escrito João e Maria, na sala de estar uma faixa com "Happy Birthday", enfim, algo que eu ñ esperava. Me cortou o coração quando, na hora de partir o bolo, Maria me olhou e perguntou: "Seria bobagem se eu pedisse que meu pai voltasse?!". Até ai, controlei as lágrimas. Porém, em seguida, João perguntou: "E se ñ desse pro papai voltar, poderia ser pelo menos o vovô?!". E até agora, quando falo ou lembro, meu olhos ficam molhados. Foi o primeiro aniversário sem o pai e sem o avô. Sei que será o primeiro de muitos, mas infelizmente esses lacunas jamais serão preenchidas.
E por tudo isso, o meu muito, muito, muito obrigada família por essa "festinha" pros meus pequenos - agora menos pequenos! É...Ser mãe é uma dádiva! Ter uma família como a minha ñ é sorte, é milagre. Em tempos que se diz "Casamento é isntituição falida", "Filhos?! Ñ tenha!" ou "Dinheiro ñ é tudo, mas é 100%", ter esse aconchego familiar é a maior prova de sorte, benção, vida, chame como quiser, mas seja lá como o define, é muito bom!
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