Faz um bom tempo que ñ escrevo aqui, infelizmente. Depois da perda do meu pai, com a sucessão de fatos e assuntos a resolver, pouco tempo me sobrou p/ sentar e escrever. Pode ñ parecer, mas já completou um mês de perda, um mês de muitas saudades. Muitos me dizem: "Nossa! Já? Passa rápido hein!". Talvez. Pra quem está de fora, realmente pode parecer que o tempo voou. Mas ñ para nós. Porém, ñ estou aqui para dissertar sobre as saudades que meu pai deixou. Isso fica no seio da minha família.
Mas venho aqui para agradecer à Deus, principalmente, essa dádiva de ter alunos como os meus. E ñ foi só agora, por ter passado mais essa na minha vida, que percebo isso. Sei que muitos brasileiros tem um certo receio aos americanos (digo isso porque também sentia. Achava-os muito frios, embora minha mãe seja inglesa e os ingleses têm a fama de ser tão frios quantos os americanos), mas mudei minha concepção quando cheguei aqui e fui recebida de maneira tão carinhosa, coisa que jamais esperava. Sei que muitos podem pensar: "Você já está nos EUA há 1 ano e agora que fala sobre isso?". Sim, concordo, talvez seja meio tardio para reconhecer esse afetuosidade, mas antes tarde que nunca.
Estava ausente principalmente porque viajei durante 3 dias para Chicago, com minha turma para uma conferência sobre Direito de Família. Nessa área na Universidade somos 3 professores. Meus dois colegas são feras, profissionais realmente admiráveis. E para minha grande surpresa, a turma poderia escolher somente um professor para acompanhá-los nessa viagem. Advinha quem foi escolhida? Claro, eu!! Fiquei hiper feliz! Ser escolhida pela turma foi gratificante. Eu fui alegre e satisfeitíssima (mesmo, como toda boba mãe, preocupada com meus pequenos, que ficaram aos cuidados de minha mãe e do meu amor) curtir essa bela oportunidade. O entrosamento que tenho com os meus alunos é muito grande, nos fins de seman até sinto falta da companhia deles.
Lembro que quando me formei, jamais pensei em dar aulas ou ser professora. Isso, pra mim, estava fora de cogitação. Eu observava alguns estresses casuais que minha passava e pensava: "Ñ quero isso pra mim!". Mesmo ela dizendo que "apesar de tudo, nada tirava o prazer de educar cidadãos". Eu ñ entendia. E quando recebi essa proposta de trabalho, no primeiro momento, pensei em recusar. Contudo, as vantagens ficaram interessantes, a oportunidade de novos desafios falou mais alto e topei. Depois de ser mãe, foi umas das melhores coisas da mina vida! Hoje percebo exatamente esse "prazer" que minha mãe tanto falava. Realmente, a experiência vale a pena. Principalmente quando se tem alunos como os meus: inteligentes (percebam que pra mim, meus alunos são como filhos! sou toda boba!), educados e muitos carinhosos.
E além de tudo isso, essa oportunidade de trabalho me fez um conhecer esse homem tão especial na minha vida, o meu amorzão que me ajuda e apóia a todo momento. Mesmo perdendo quem perdi, eu ñ poderia estar mais feliz na minha vida. Estou num ótimo emprego, tenhos dois filhos lindos e saudáveis, uma família linda, unida, feita de mulheres guerreiras e batalhadoras e um homem maravilhoso, que mesmo muuuuuito ciumento, é meu companheirão. Oh Pai, só faltava você pra minha felicidade estar completa. Mas onde estiveres, continua abençoando sempre tua família que deixastes aqui. É isso. Meus alunos queridos, vcs ficarão guardados na minha memória sempre!
Bjocas. Amo vcs. Ou, no idioma americano, I Luv U!
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