quinta-feira, 28 de agosto de 2008

A Mudança - parte II

Hoje, compramos (finalmente, diga-se de passagem) coisas essencias que faltavma pra nossa casa ficar completa. Compramos uma mesinha pra cozinha (estávamos como japoneses, comendo sentados no chão!) com 4 cadeiras, simples, mas aconchegante p/ nós; dois armários p/ botar os pratos e algumas jarras, além do nosso tão sonhado fogão!!! Meus filhos já estavam enjoados de comida congelada (P/ falar a verdade, eu tb ñ aguentava mais!).O detalhe é: ñ sei pilotar o fogão! O comentário do meu filho é: "Mãe, agora que temos o fogão, só falta vc aprender uma coisinha: usá-lo!"Aos poucos, a casa vai ganhando a nossa cara, o nosso cheiro, o nosso jeito. Sinto que meus filhos ainda ñ estão totalmente adaptados. Mas ñ esperava reação diferente. A mudança foi extrema p/ eles, me pergunto constantemente se fiz a coisa certa. Por um lado, sinto-os mais independentes nas últimas semanas, definitvamente, amadureceram mais. Melhor, estão menos dependentes, estão aprendendo a lutar pelo que querem. É duro dizer, mas acredito que o afastamento fez bem a eles. Aliás a todos nós.Acostumados a terem babá, avós e tios por perto sempre os mimando, enchendo de presentes a cada semana, aqui sentiram a diferença. Ñ há avós p/ passear, pedir o brinquedo tal, comprar aquele tênis lindo, ou o tio super legal p/ se divertir. P/ mim, tb ñ há o papai ou mamãe por perto para me ajudar no dia-a-dia com as crianças. Somos apenas nós, eu e eles, eles e eu. Agora, contamos um com o outro. Pequenos detalhes, mas quando se distancia, percebemos a diferença.O fato da vizinhança estar cheia de estrangeiros me ajudou nessa etapa. A nossa frente, tem uma família indiana, pai, mãe e dois garotos; ao nosso lado direito, apenas uma mãe e a pequena filha, as duas são francesas; do nosso lado esquerdo, uma família inglesa (com eles eu identifiquei bastante! Mãe, lembrei tanto de vc!), pai, mãe e um pequeno garotinho. Tantas culturas dividem uma saudável convivência, dividem a mesma vontade: voltar p/ casa! Apesar de tão nova, a saudade de nossos países e a necessidade de dividir essa ansiedade, me fez sentir bem tão rapidamente. Todos me receberam bem, cada um a seu jeito, cada um na sua língua. Além do "oi" em iglês americano, fui saudada com o "oi" indiando, francês e o "oi" inglês, britânico puro. E claro, ñ podia deixar de ensinar o "oi" à la Brasil!Por enquanto, ainda é novo, ainda é cedo p/ botar na balança os prós e contras de ter me mudado com a coragem e dois filhos. Se vai ser bom ou ruim p/ eles, ñ sei. Mas me confortou o que meus filhos disseram ontem, depois que eu perguntei se estavam felizes. "Mãe, a gente tá contigo, então a gente tá feliz! Mesmo que a gente fosse p/ África, a gente ia tá feliz. A gente te ama!". E eu tb os amo tanto....

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