sábado, 7 de novembro de 2009

Au revoir Paris.

Acabei de voltar de Paris. O doutorado foi maravilhoso, consegui fazer um ótimo relatório, fiz inúmeras anotações que me serão bastante úteis nas próximas aulas. Jason e Ryan, os alunos que me acompanharam também voltaram fascinados e estão ainda mais empolgados com o Direito (e eu já havia me esquecido daquele brilho nos olhos quando ainda somos estudantes, universitários e imaginamos nosso futuro, aquela esperança, aquela louca ansiedade de viver).

Eu deveria voltar apenas no dia 10, mas resolvi antecipar minha volta. Motivo? Filhos, claro. É engraçado que somente quando nos afastamos, estamos distantes é que tudo acontece. Tenho que reconhecer que fomos corajosos - eu e meus filhos. Essa foi a primeira (primeiríssima mesmo, nunca isso aconteceu antes!) que nos separamos. Eles ficaram e eu fui. Confesso que isso ñ foi nada fácil, principalmente p/ mim. Ñ estava programado, eu ñ era a professora que iria para Paris, mas no último momento fui convocada para essa missão. Me deram uma semana para organizar minha viagem. Uma semana p/ quem tem filhos pequenos como eu é muito pouco!

Mas lá estava eu, me desdobrando, quase enlouquecendo procurando babá, convocando vizinha, fazendo uma enorme rotina e um enorme esforço para me garantir que ia dar tudo certo. Meus filhos ñ são mais o tipo de criança que tem que dar banho ou dar de comer na boquinha. Mas ainda são meus pequenos, embora a cada dia os sinto menos pequenos e menos meus. Fiquei com o coração apertado todos os dias, todo minuto que fiquei em Paris. Ligava assim que acordava e antes de dormir. E antecipei minha volta porque o João adoeceu. Estava tossindo muito e com muita febre. E eu, que já estava roxa de preocupação e de saudades, foi a gota d'água para voltar o mais rápido possível.

E foi só eu chegar, entrar em casa que tudo voltou ao normal. A febre já diminuiu e a garganta está melhorzinha. Sofro desde o dia que o João nasceu com essa garganta. Estávamos na praia e o jOão tomava picolé, era certeza que logo depois ele estaria mole pela garganta. Sempre sofri com isso...

Quanto ao amor, que pretendia reencontrá-lo em Paris, finalmente o achei. Mas ainda ñ posso chamá-lo de meu (e desde quando é nosso mesmo?). Agora conto com o tempo, mais uma vez ele me dirá o que a vida me reserva. No mais, estou extremamente feliz de estar de volta, estar com os meus filhos queridos e sossegar em casa.

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